“Dou risada até em briga”: elas dizem por que preferem parceiros engraçados

Qual das opções parece mais satisfatória para um primeiro encontro: entrar em um ambiente e perceber que a pessoa ao seu lado chama a atenção das outras porque é bonita, ou passar batido à primeira vista, mas ter uma noite divertida, cheia de gargalhadas graças à sua companhia?

Enquanto boa parte dos solteiros considera o físico um ingrediente fundamental para se sentir atraído por alguém, outra garante que as risadas contam mais do que a imagem — tanto nas primeiras impressões, quanto para fazer uma relação engatar.

Nas redes sociais, o engraçadinhos, tais como o personagem Chandler, da série Friends, ganharam até fama de “perigosos”:

“Aprendi até a gostar de comédia”

Débora Luz, criadora de conteúdo, de 31 anos, conta que, antes de conhecer seu atual namorado, não se sentia atraída por homens com esse perfil. “Pelo contrário, alguns eram tão sérios que chegavam a ser carrancudos”, brinca. O cenário mudou quando aceitou o convite de uma amiga para sair de Brasília, fazer uma viagem a passeio em São Paulo. “Quando cheguei, o rapaz com quem ela namorava não pode me pegar no aeroporto e pediu que um amigo fosse no seu lugar. Era o Bruno: nos conhecemos sem planejar e ele logo chamou a atenção por ter uma personalidade bastante diferente da minha”, conta. Ela, que se considera mais séria, não via graça em filmes de comédia e nunca tinha ido a um show de stand up. “Depois que começamos a namorar, passei a achar mais prazeroso esse tipo de atividade. Aprendi com ele a ter um senso de humor mais leve”, conta.

“Fui conquistada pelo sorriso”

Marcela Del Nero tem 24 anos, é jornalista, mora em São Paulo (SP) e conta que já foi “fisgada” por um parceiro assim. Ela relembra que, desde que iniciou a vida afetiva, sente atração por pessoas engraçadas.

“Nunca fui ligada a padrões de beleza. Costumo dizer que meu padrão é a pessoa me fazer feliz. Tanto que, quando estava solteira, quase nunca ficava com alguém que não conhecia, em uma balada, por exemplo”, diz. Ela garante que, nos seus relacionamentos, leveza é uma prioridade. “Nem é tão difícil atender a esse requisito, porque me divirto facilmente. Só não admito comentários preconceituosos, que extrapolam algum limite. Mas adoro ter piadas internas, brincar com as coisas do dia a dia”, detalha.

A jornalista conta que foi assim que seu atual namorado, Bruno, de 27 anos, a conquistou. “A gente nunca consegue brigar, porque sempre um dos dois começa a fazer piada e o outro acaba cedendo”, diz. O casal está junto há dois anos.

A psicologia explica?

A psicóloga e palestrante Alessandra Augusto pontua que, mesmo aqueles que priorizam a estética também acabam sendo influenciados pelo humor do outro. “A tendência humana é a busca pelo prazer. Ter por perto alguém que não se deixa afetar intensamente pelos problemas do dia a dia, que consegue tornar o clima leve e arrancar um sorriso, naturalmente é mais agradável”, afirma.

E a resposta para um segundo encontro pode estar justamente aí: se o cérebro registra a primeira experiência como um momento prazeroso, possivelmente despertará na pessoa o desejo de repetir a saída.

Recurso é uma via de mão dupla.

Fernanda Nigri tem 23 anos, é auxiliar de ecommerce e vive em Belo Horizonte (MG). Ela garante que o humor está sempre presente nas suas relações. “Quando me dei conta de que as mulheres mais engraçadas quebravam o gelo de um jeito fácil durante os encontros, percebi que esse era um fator relevante na hora de escolher minhas parceiras. Uma gracinha, mesmo que não seja a piada mais engraçada do mundo, já deixa a pessoa mais atraente do que a beleza física por si só”, opina.

Ela também costuma recorrer ao humor sempre que está conhecendo alguém. “Não sei chegar em alguém sem fazer uma piadinha. Acho que desse jeito consigo conquistar uma liberdade maior. Se a pessoa ri, fica mais fácil seguir a conversa”, conta.

Riso não garante o sucesso do relacionamento, mas é bom sinal.

Apesar de ser uma arma poderosa na hora de conquistar alguém, somente o bom humor não é garantia de que o parceiro será compatível nas questões relevantes para o dia a dia, nem de que o relacionamento será duradouro, afirma a psicóloga. “Não é porque a pessoa gosta de brincar que vai permanecer assim o tempo todo, em todos os momentos da vida. Ao longo do tempo, mais questões aparecerão no caminho do casal para serem avaliadas. Logo, não podemos dizer que é garantia de sucesso. Mas se a relação permanece leve e satisfatória para ambos, o humor é, sim, um indicativo de bons frutos”.

FONTE:

uol.com.br /

compartilhe em sua rede social

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on telegram
Telegram
Share on skype
Skype
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.